Já começa a ficar tarde. O sol está se pondo. Os pássaros voam procurando o aconchego de seus lares. E eu estou sentado na varanda de casa, contemplando o céu azul anil, manchado levemente por um rosa avermelhado, onde silenciosamente relembrava um passado a muito vivido.
Entre uma recordação e outra, as lágrimas repousavam em meu colo, como se um momento, em especial, fosse revivido naquele instante.
Era uma tarde de inverno, como qualquer outra.
O céu havia começado a escurecer, e pouco a pouco, as estrelas iam ocupando seus lugares no céu negro, encoberto de sonhos, tristezas, desejos e anseios.
Todos os dias, eu olhava para ele, e desejava você comigo, poder te abraçar, poder te beijar, e a Lua Cheia, como se fosse cúmplice desse nosso amor platônico, me fazia suspirar, e acreditar, que um dia eu teria você.
Hoje, essa mesma Lua, encontrasse com sombras em sua face, e a muito não a vejo brilhar cintilante no abobado. Ela se encontra como meu coração e minha alma, inquietos, encobertos por sombras profundas, de sentimentos que não se esquecem, que não cessam.

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